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Verificação de intenção em transações com agentes de IA

A verificação de intenção confronta a ação proposta pelo agente de IA com a finalidade e os limites estabelecidos por quem delegou a tarefa. Ela não é sinônimo de autenticação do agente nem da autorização financeira final.

Intenção declarada e contexto

Uma tarefa em linguagem natural pode descrever um objetivo, mas os controles executáveis precisam identificar restrições verificáveis: categoria, valor, comerciante, janela temporal e autonomia permitida. O contexto atual pode ser diferente daquele existente quando a delegação foi criada.

Provas e limites

Evidências de consentimento e mandato precisam ser relacionadas à transação proposta. Uma correspondência textual aproximada não substitui a aplicação determinística de limites. Quando as evidências não bastam, uma decisão responsável pode exigir revisão ou novo consentimento.

Exemplo de desvio de intenção

Um usuário delega a compra de uma passagem até determinado valor. O agente encontra uma oferta acima do limite ou de classe não permitida. Ainda que a identidade seja válida, a operação pode ser recomendada para desafio ou negação, registrando qual regra foi ultrapassada.

Responsabilidades separadas

A verificação de intenção informa a recomendação de confiança. A política institucional e a autorização final continuam com o participante responsável pela execução financeira. Isso permite trilhos distintos sem tornar a camada de confiança um processador de pagamentos.

Verificar a identidade do agente prova a intenção do cliente?

Não. Identidade confirma o ator; intenção requer confronto entre delegação autenticada e ação proposta.

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